[RESENHA] - Quando eu parti

fevereiro 13, 2020

Autora: Gayle Forman
Editora: Galera  Record
Ano: 2016
Páginas: 302
Nota: 7,5

Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e ”ex-amiga” Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco.
Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa. Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma





Maribeth é uma redatora de 44 anos com uma rotina muito atarefada: mãe de gêmeos pequenos, trabalha arduamente em uma grande revista e que, ainda, leva consigo uma grande responsabilidade dentro do lar, na qual o marido nem sempre está tão presente. Quando, de repente, em uma noite qualquer, Maribeth tem um ataque cardíaco, que traz problemas no procedimento cirúrgico e a faz pensar em como lidar com questões pessoais - e profissionais - de forma mais transparente e realista para si mesma. E, com isso, ela parte sozinha para uma cidade distante a fim de se reconectar e poder compreender o momento atual de sua vida. 

"Essa é a parte legal das fotos. Às vezes o que vocês veem só conta parte da história." 

Gayle Forman é uma das minhas autoras internacionais favoritas e, Quando eu parti, é o quarto livro da autora que tive a oportunidade de ler; Então, claro, as expectativas estavam altas. Diferentemente de suas outras obras, Quando eu parti retrata uma literatura adulta, na qual a protagonista não é mais aquela jovem com escolhas sobre a vida mas sim, uma mãe que trabalha e sempre deu duro para manter o melhor de si tanto na vida pessoal quanto na profissional. 

A história, no geral, teve muitos altos e baixos; É, desde o inicio, muito compreensivo a atitude que Maribeth teve ao se afastar e dar um tempo dessa rotina tão corrida que ela sempre teve e não tinha se dado conta até então. E no decorrer do livro, Maritbeth lida com outra questão importante que veio após o problema de saúde que, para mim, foi um dos pontos mais sensíveis e emociantes da trama, enquanto passa a conhecer novas pessoas, seus vizinhos se tornam grandes amigos de Maribeth - mesmo com ela sendo o mais discreta possível sobre sua vida - e o seu novo médico, que passa a cuidar e fazer os exames pós operatório, e que, claro, além de médico acaba se tornando um importante personagem, com uma história comovente que traz ainda mais emoção para a obra. 

Apesar da Gayle conseguir passar para o leitor uma história com diversas questões importantes sobre família, escolhas, decisões e saúde, Quando eu parti não me cativou totalmente com o final; A ausência de explicações da trama, não fez com que eu pudesse  imaginar o que poderia acontecer mas sim, trouxe o pensamento que de fato poderia ter concluído com algo mais concreto com um possível último capítulo mais sólido sobre cada personagem que fez parte da vida de Maribeth em meio a conexão que ela tinha sobre si mesma. O que, claro, não altera o quanto Quando eu parti apresenta uma história emocionante de Maribeth mas que o enredo poderia ser finalizado com mais clareza para o leitor, como suas outras obras.





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